Os momentos de solidão nos fazem valorizar uma boa conversa. O
que nos falta ensina a valorizar o que temos. Na dialética da vida, o negativo
se transforma em positivo.
O fato de que uma conversa muitas vezes muda o que pensamos
prova que a vida não é um dado objetivo. Como o cérebro, que é um órgão sujeito
à plasticidade das atividades que nele se desenvolvem, não seria possível
retratar a vida em uma fotografia, que apenas viria a ser o registro daquele momento da
vida.
Uma conversa sempre pode apresentar uma outra perspectiva,
demonstrando que o retrato que fazemos da vida está muito mais ligado a uma
atitude do olhar do que àquilo que ela realmente é. Se diferentes pessoas têm
diferentes perspectivas, então cada aspecto da vida se constrói através da soma
de todos os diferentes olhares. E quando nos permitimos ser olhados, pode ser
que os olhares transformem o modo como nos vemos...
Portanto, isolar-se é o modo mais fácil de justificar o que se
sente. Mas melhor do que ser vítima é poder dizer que cada queda nos ensina a
levantar mais rápido! E dizer: "voltei!"
Quer começar a mudar, comece
a conversar!
Moro sozinho há quase 5 anos. Gosto demais; tanto que não tenho saudade alguma de quando eu vivia com meus pais, quando morei com a minha avó materna e quando eu vivia com a minha esposa. Na verdade, a única pessoa que sinto falta é a minha mãe. No entanto, recluso em excesso, para atrapalhar meu eterno romance com a solidão, aparece um homem: o vazio(rs), também conhecido como tédio(rs), daí, sinto , às vezes, necessidade de conversar, e nestes últimos tempos, converso mais é pela blogosfera.rs
ResponderExcluirAbraços!
Eustáquio,
Excluiré isso aí, vamos vivendo de preencher os nossos vazios...
Abraço!