quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Razão e fé

Sobre a reportagem “Fé faz bem: é a ciência que está dizendo: quem crê em algo acima de si vive mais, ganha melhor e é mais feliz. Saiba como se beneficiar disso, com religião ou sem”, por Sílvia Lisboa (edição de novembro de 2013 da revista Superinteressante):


A reportagem de capa da revista me chamou a atenção quando andava pela rua. Não me arrependi da aquisição impulsiva, já que tive oportunidade de rever as minhas opiniões sobre o assunto. Porque o tema da reportagem não foi novidade pra mim, que já tinha ouvido falar sobre as pesquisas científicas citadas. E sempre me intrigou o fato de que a tradição espiritual do Oriente parece visar aos mesmos objetivos que a tradição Ocidental se propõe: o equilíbrio emocional, o bem ao próximo, a paz interior, o desprendimento material e a capacidade de valorizar o bom da vida. A diferença é que, ao que parece, esses objetivos foram tão deturpados pelas religiões Ocidentais que Jesus, para citar o maior exemplo daquelas mensagens, tornou-se praticamente um coadjuvante da nossa busca por crescimento espiritual.

Pois bem, a reportagem começa afirmando que os estudos científicos recentes mostram que “os benefícios da fé à saúde têm embasamento científico”.  Na prática, demonstraram que pacientes espiritualizados apresentam menos inflamações após uma cirurgia. De fato, se essa conclusão fosse tirada apenas com base em resultados práticos da crença na vida das pessoas, já seria bastante significativa, conforme os dados citados no final deste comentário. Mas a comprovação da tese de que o benefício da fé à saúde é mais concreto, e ganhou maior embasamento científico depois que o geneticista americano Dean Hamer anunciou a descoberta dos genes da fé, chamado por ele de genes de Deus.

Segundo o pesquisador, tratam-se de genes que regulam a ação dos neurotransmissores responsáveis pelo prazer. Com isso, a ciência passou a explicar a alteração de estados de consciência atingidos, por exemplo, com a meditação, que sempre esteve associada à perda de noção do tempo e do espaço. Depois de analisar a atividade cerebral de voluntários submetidos a um questionário sobre espiritualidade, o pesquisador constatou que é possível observar a atuação dos genes através de exames por imagem. A conclusão é que quanto mais as pessoas se motivam espiritualmente, mais os circuitos neuronais são alterados (do que, também se pode concluir, a plasticidade cerebral depende do tipo de pensamentos e da sua frequência). O pesquisador também “detectou aumento de atividade em áreas relacionadas às emoções e ao comportamento e redução na zona que dá senso de quem somos.” Com base nisso, é interessante pensar em como as religiões incentivam a relativização do interesse próprio (o ego estaria relacionado, portanto, à atividade no lobo parietal) em função do interesse alheio. E é exatamente o que o comportamento cerebral de pessoas espiritualizadas demonstra, com a relativização da noção de espaço e de tempo que, na prática, representam os referenciais da individualidade.

A reportagem segue, a meu ver corretamente, concluindo que “fé e religião são coisas diferentes. A religião é uma maneira institucionalizada para se praticar a fé, por meio de regras específicas e dogmas. Já a fé é algo pessoal, ligado à espiritualidade, à busca para compreender as respostas a grandes questões sobre a vida, o Universo e tudo mais. Isso pode ou não levar a rituais religiosos.” Argumenta que, desse ponto de vista, a crença na física quântica e a ingestão de chá de cogumelo (psilocibina) podem atingir o mesmo resultado neuronal. Em outra pesquisa citada, constatou-se que pessoas que experimentaram o chá relataram “uma forte conexão com os outros, um sentimento de união, amor e paz”, e afirmaram anos depois que ainda se sentiam melhores depois da experiência, o que foi confirmado por seus familiares.  O pesquisador responsável concluiu ter provado que a experiência mística é biologicamente normal.

Ainda segundo a reportagem, uma vez que os cientistas garantem que o efeito biológico é resultado de uma forte crença em algo (a noção de amuleto), não importaria qual o objeto que geraria esse efeito emocional positivo correspondente, no cérebro, ao sistema límbico: a família, os amigos, o amor pelos animais, pelas plantas, etc.. Pois o hábito de “sacralizar aspectos do cotidiano é capaz até de alterar nosso comportamento”. Assim, em relação ao trabalho, o aspecto positivo estaria em não encará-lo apenas como uma fonte de renda, mas também de realização espiritual. Os amuletos motivariam sentimentos de gratidão, humildade e empatia em consequência da conexão com aspectos essenciais da vida de quem crê, que se tornaria por isso menos ansioso e pessimista. Isso, concluo eu, também explicaria a ritualização da meditação, na tradição Oriental, e da oração, na tradição Ocidental.

A reportagem conclui, corretamente, que os benefícios dessas atitudes positivas dependem da intensidade da crença, exemplificando com a experiência de ir à igreja por convenção, sem uma atitude de renovação espiritual: é duvidoso que alguém saia melhor do que entrou.

E, também corretamente, a reportagem termina com uma ressalva sobre as distorções a que a fé religiosa pode levar, a exemplo das guerras religiosas, da acomodação em função da crença em Deus (já que o crente pode achar que a sua omissão é uma prova de fé à espera de que Deus aja milagrosamente em sua vida, o que pode levar até mesmo ao abandono de tratamentos médicos), e de conflitos psicológicos motivados pela religião, a partir da tendência de se justificar as situações da vida como punição divina.

Assim, a espiritualização estimula o espírito de comunidade e, portanto, a compaixão, e também o autocontrole a partir da capacidade de adiar recompensas. E, em consequência, incentiva os hábitos saudáveis, a maior satisfação com a vida e o otimismo. Ao que parece, sendo menos imediatistas, as pessoas espiritualizadas seriam mais resistentes às adversidades, também vistas como desafios a serem superados com atitudes positivas que, como visto, podem ser estimuladas pelas mais diversas atividades. Assim, a atitude positiva (chamada genericamente de fé pela reportagem) teria vantagens práticas comprovadas, o que permite concluir que é mais racional acreditar na vida do que não acreditar (o que questiona a oposição tradicional entre razão e fé, baseada na definição clássica de fé cega: “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova dos fatos que não se vêem” - Hebreus 11:1). Mais do que crer no que não pode ser provado, parece que a ciência mostra que a melhor atitude na vida é acreditar na razão.


Dados citados pela reportagem:
- quem segue uma religião tem 47% menos de chance de cometer suicídio;
- 43% das pessoas espiritualizadas disseram estar muito felizes, sendo 2 vezes mais propensas a se declararem assim;
- as pessoas que acreditam em uma religião são de 2 a 3 vezes mais propensas a participarem ativamente da vida pública e a fazerem trabalhos voluntários;
- quem acredita em Deus tem 3 vezes mais chance de sobreviver após um transplante de fígado;
- aqueles que frequentam cultos religiosos pelo menos uma vez por semana têm 40% menos prevalência de hipertensão.



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Quanto vale uma conversa?


Os momentos de solidão nos fazem valorizar uma boa conversa. O que nos falta ensina a valorizar o que temos. Na dialética da vida, o negativo se transforma em positivo.

O fato de que uma conversa muitas vezes muda o que pensamos prova que a vida não é um dado objetivo. Como o cérebro, que é um órgão sujeito à plasticidade das atividades que nele se desenvolvem, não seria possível retratar a vida em uma fotografia, que apenas viria a ser o registro daquele momento da vida.

Uma conversa sempre pode apresentar uma outra perspectiva, demonstrando que o retrato que fazemos da vida está muito mais ligado a uma atitude do olhar do que àquilo que ela realmente é. Se diferentes pessoas têm diferentes perspectivas, então cada aspecto da vida se constrói através da soma de todos os diferentes olhares. E quando nos permitimos ser olhados, pode ser que os olhares transformem o modo como nos vemos...

Portanto, isolar-se é o modo mais fácil de justificar o que se sente. Mas melhor do que ser vítima é poder dizer que cada queda nos ensina a levantar mais rápido! E dizer: "voltei!"
 
Quer começar a mudar, comece a conversar!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quase um segundo


A vida pode começar a mudar em menos de um segundo. O início de uma mudança já é a mudança que começou!

No dia em que criei este blog eu pensava sobre todas as fases difíceis que já passei na vida. Foram três as vezes em que acreditei estar sem saída. Prossigo...

Por algumas semanas pensei em tantas alternativas de diálogo com ela, que eu estava absolutamente convencido de que ela não poderia dizer nada que mudasse o que eu sentia. Errado. Fui surpreendido, e no dia seguinte sentia-me como saído de uma toca de hibernação, como se visse o mundo pela primeira vez.

Como somos falíveis em nossos julgamentos! Como as aparências podem enganar! Como temos a aprender com quem nos magoa! Cada um age conforme foi ensinado a agir pelas suas mágoas...

A minha vida começou a mudar há muitos anos, quando estive prestes a tirá-la. Foi preciso que eu chegasse até ali para ver as coisas de uma forma diferente, pois eu reconheci que por pior que fosse eu não tinha motivo suficiente para interrompê-la. A lucidez mudou a minha decisão em menos de um segundo. A primeira decisão é a de estar vivo!
 
A essência da vida é a mudança e só quem vive pode mudar! Renascemos a cada aprendizado depois de tudo parecer impossível. É o mundo que se reinventa aos nossos olhos. É o mistério da vida, e nós a descobri-lo...

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Tente outra vez


Não lembro quando eu comecei a escrever, mas em algum momento esse hábito se tornou necessário para a minha sobrevivência. Tenho a sensação de que um pensamento colocado no papel pode ser encarado como se pela primeira vez, e que isso me ajuda a me ver de fora, como se visto por outra pessoa. Muitas vezes eu tive a sensação de só poder ter certeza do que vivi depois de escrever. O papel é um espelho mágico.

Por isso, recomendo a quem sofre que procure a sua imagem refletida em um papel. Um bom ponto de partida é escrever tudo o que gostamos de fazer, lembrar as coisas boas que já vivemos, tomar nota das pessoas que nos amam ou que simplesmente gostariam de nos ver novamente. Vale a pena viver, nem que seja para esperar a próxima boa conversa. Em seguida, pode-se tomar nota dos planos: plano B, plano C, etc.. Não é porque o plano A não deu certo que precisamos nos sentir fracassados. Há muitos modos de viver. E todos nós precisamos pelo menos de um plano B.

Outra coisa importante é que a depressão pode estar na origem do desânimo, do pessimismo e da vontade de morrer. Nem um desses fatores isolados mata, mas a combinação deles sim, e o nome da combinação é depressão. Ela tem efeitos químicos no corpo, e a cada dia se torna mais difícil reagir sozinho e, portanto, mais necessário pedir ajuda. O melhor indicador de que a depressão tomou o controle é quando perdemos a vontade de fazer qualquer coisa, mesmo as coisas que sempre gostamos de fazer. Ir ao mercado pode parecer um desafio insuperável. Normalmente esse estado é prolongado, pois não conseguimos simplesmente pensar que “amanhã é outro dia”, pois tudo leva a crer que “amanhã é o mesmo dia...”. Portanto, é preciso primeiro cuidar da depressão (com psicoterapia que ajude a lidar com a causa emocional, e com remédios psiquiátricos em casos extremos), e deixar para pensar na vida e na morte - um dos principais temas da literatura... - depois. Afinal, não é racional se matar em função de uma situação circunstancial que pode ser superada, ainda que possa durar mais do que gostaríamos. Chegar a um resultado inevitável influenciado por um estado emocional negativo não é pensar livremente e, portanto, não é uma decisão racional.

No auge da depressão, aprendi a viver um dia de cada vez. Assim, comecei a reagir gradualmente, primeiro através das metas de curto prazo, uma por dia (ir ao banco já contava...). Coloquei no papel algumas estratégias para sair do torpor e para superar a afasia: 1) praticar atividade física (que a ciência já provou que contribui quimicamente para o equilíbrio emocional); 2) encontrar pelo menos um amigo ou parente por mês, pois recuperar a sociabilidade é muito importante; 3) comer direito, incluindo alimentos funcionais que ajudam contra a depressão (banana, chocolate, linhaça, peixes com ômega 3, como sardinha e salmão); 4) fazer sexo todos os dias, já que o sexo é um potente mobilizador das energias vitais...a masturbação também vale, já que o corpo não diferencia os efeitos químicos alcançados “por mérito próprio”; 5) ouvir música, porque no auge da depressão nem disso eu tinha vontade. Mas sobre isso vale a pena um parágrafo.

Em muitos casos conversar com um especialista (psicólogo ou psiquiatra) pode ser a única solução para superar uma ideia fixa. Pois há pessoas que quanto mais se sentem mal, mais procuram vibrações negativas, como músicas deprê. Mas como é possível mudar o que se sente dessa forma? Se uma música foi escrita para expressar um sentimento negativo, essa será a sua vibração a cada vez que o disco rodar. É verdade que as melhores músicas são essas, mas a questão é o momento de ouvi-las. E talvez possamos lembrar que se o que sentimos já motivou obras de arte tão sublimes, é porque talvez não seja um sentimento tão incomum e que talvez possamos fazer alguma coisa de útil com ele, assim como os que vieram antes de nós que se expressaram através da arte. Ou alguém diria que a morte vale mais do que ouvir Jimi Hendrix? Há coisas que quanto mais, melhor, e é por essas coisas que vale a pena viver!

Assim, deixando o tempo passar, conseguindo viver a vida aos poucos, sem muita pretensão, pode ser possível atravessar o túnel escuro e, quando menos se espera, engajar-se em planos de médio e longo prazo. Eu consegui! Tente você! Tente outra vez...
 
 
 
 
 

Sobre mim


Uma das minhas teorias sobre a vida é que os filhos de pais broncos tornam-se hipersensíveis. Temos que aprender desde cedo a antecipar as reações de quem nos oprime sem aviso e injustamente. Como não somos ouvidos, não vemos sentido em tentar explicar o nosso ponto de vista. E foi assim que há muitos anos coloquei uma arma na cabeça. Imediatamente me ocorreu a ideia de deixar uma carta, uma acusação final ao meu pai, assim eu finalmente teria a última palavra. E foi assim, ao escrever uma carta, que eu sobrevivi. Refleti sobre a reação das pessoas que me amavam ao lerem as minhas tentativas de explicação. Lembrei que, se me amavam, não aceitariam nenhuma explicação para o fato de eu tirar a minha vida, porque eles me amavam independentemente de qualquer coisa. Eles não precisavam de nenhuma explicação. Só me queriam vivo.

Então senti que, ainda que me matar fosse um ato justo em relação ao meu pai, seria injusto com todas as outras pessoas. E mesmo em relação ao meu pai, acabei concluindo que me matar apenas permitiria que ele tivesse a última palavra, que não seria a minha carta mas a interpretação que ele faria da carta. E ele sempre fez prevalecer as interpretações dele na família. Logo, não seria diferente. Calando-me para sempre eu confirmaria a teoria, pronunciada sempre na presença de outras pessoas, de que filhos de pais fortes se tornavam fracos. Não, ele não teria a última palavra sobre mim.

E não teve. Mais de dez anos depois constato que eu inverti a ascendência moral que ele tinha sobre mim. Hoje ele me escuta, respeita as nossas diferenças (que ele costumava ver como motivo de acusação ou de provocação), e a partir disso conseguimos ter uma boa convivência. Isso foi alcançado no momento em que eu decidi não ser mais afetado pelas opiniões dele a meu respeito. Eu me dei o respeito que queria ter. E com isso ele se tornou apenas uma criança velha.

 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sobre o blog: puxe a cadeira!


Há tempos penso em criar um blog sobre o suicídio. Não porque eu seja obcecado pela ideia de tirar a própria vida, mas porque sei que quem pensa em suicídio se sente muito só e normalmente se fecha em um processo depressivo, afastando-se de amigos e parentes. Aquele que tem pensamentos suicidas sente-se incompreendido, e um blog pode ser uma boa alternativa para desabafar. Eu sei que não se pode subestimar uma boa conversa, porque muitas vezes precisei que me mostrassem um caminho que eu não via.
O tema do suicídio é tabu. Mas não é por falarmos menos sobre um assunto que ele deixa de existir. Quem pensa em suicídio é levado a isso por fatos da realidade, fatos que a pessoa não consegue assimilar, elaborar ou relevar. Mas, como é um assunto tabu, o isolamento é reforçado, assim como o sentimento de incompreensão. Muitas vezes basta conversar para ver as coisas de um outro ponto de vista.

Quem pensa em suicídio normalmente está preso a ideias fixas baseadas em emoções negativas. Mas se uma ideia pode ser tão forte a ponto de levar ao pensamento suicida, então isso quer dizer que talvez outra ideia seja ainda mais forte. Quem acha que já tem a opinião formada sobre um assunto não tem nada a perder se ouvir uma outra ideia.  
Quanto a mim, eu tenho as minhas ideias sobre a vida, mas sei ouvir e tentar pensar com a cabeça dos outros. Uma das minhas ideias sobre o suicídio é que, ao contrário do que sente o suicida, trata-se de uma alternativa bastante conservadora. Pois a opção radical é viver!

Muita gente pensa em suicídio, porque a ideia surge naturalmente quando a vida parece sem saída. Muita gente pensa em se matar mas supera os sentimentos negativos (mesmo que eles pareçam eternos), e muita gente em algum momento pensou ou tentou se matar. Então, se pudermos trocar experiências a respeito das dificuldades da vida, talvez possamos nos convencer de que não estamos sozinhos no mundo e que, afinal, existem alternativas mesmo quando acreditamos estar sem saída.
No meu caso, acho que conheço um pouco de cada dificuldade de viver. A injustiça, a intolerância, o egoísmo, a desilusão. Ter colocado uma arma na cabeça e ter tido uma pessoa próxima que se suicidou parecem me habilitar ao assunto. E quem acha que pode conversar sobre isso provavelmente também pode ser um bom ouvinte de qualquer dificuldade da vida.

Não quero convencer ninguém de que a vida é fácil, até porque seria uma tarefa ingrata. A vida é dura mesmo, mas a briga pode ser boa! Sim, estou convencido de que é preciso lutar pela vida, conquista-la palmo a palmo a cada dia.
Ao escrever isso estou em um momento difícil. Mas não posso aceitar racionalmente que a melhor alternativa ou a única seja terminar com a minha vida. Penso que já passei por momentos difíceis que pareciam sem saída, mas que de lá pra cá vivi muitas coisas que valeram a pena. Muitas vezes é preciso esperar o tempo passar.

E porque nesses momentos eu gostaria de ter encontrado um blog em que eu me sentisse em casa, em que eu pudesse desabafar, ser ouvido e ouvir um conselho é que estou aqui, caso você queira aceitar o meu convite. Quero falar pra você sobre os motivos para viver e sobre a nossa capacidade para superar os problemas. Eu tenho um lema que é “quando as coisas não estão dando certo, tente de outra forma”.

Este blog é sobre a vida! Seja bem vindo!